Sapo-cururu (Rhinella marina)
Peçonhenta — Moderado
Rhinella marina

Sapo-cururu

Também conhecida como: Sapo-boi, Sapo-jururu

AnfíbioVenenosoUrbanoPet em risco
Tamanho
10–22 cm
Expectativa de vida
10–15 anos
Antídoto
Não aplicável (suporte toxicológico para pets)
Perigo
4/10
Distribuição no Brasil
BR
Conservação
Pouco preocupante

🔎 Identificação

Sapo de grande porte, pele rugosa, seca e com muitas verrugas. Coloração marrom acinzentada. O traço principal são duas grandes bolsas salientes atrás dos olhos, conhecidas como glândulas parotoides, que armazenam veneno.

🧬 Comportamento e curiosidades

Terrestre e de hábitos noturnos. Gosta de ficar perto de postes de luz nas cidades para comer insetos que caem no chão. Tem movimentos lentos e não pula muito alto. Não ataca humanos de nenhuma forma.

Você sabia? É o maior alvo de fake news do reino animal. O sapo-cururu NÃO jorra veneno nos olhos das pessoas, NÃO atira leite e NÃO cega. Ele só libera a toxina se for espremido com força, como na boca de um predador.

⚠️ Sintomas após a picada

Para humanos: apenas irritação se o veneno for espremido por acidente nos olhos ou boca. Para cães e gatos que mordem o sapo: envenenamento severo imediato. O veneno (bufotoxina) causa excesso de salivação, mucosas vermelhas, vômitos, convulsões e parada cardíaca.

Em caso de picada: procure atendimento médico imediatamente. Ligue para o CIATox: 0800 722 6001.

🩺 Tratamento

Se um cachorro morder o sapo, lave a boca do animal com mangueira ou água corrente (cabeça inclinada para baixo para não engolir a água) e corra para o veterinário. Para humanos, lave as mãos após manusear e nunca encoste nos olhos.