Coral-verdadeira (Micrurus corallinus)
Peçonhenta — Grave
Micrurus corallinus

Coral-verdadeira

SerpentePeçonhentaMata Atlântica
Tamanho
0,6–0,9 m
Expectativa de vida
10–12 anos
Antídoto
Soro antielapídico
Perigo
10/10
Distribuição no Brasil
ES, RJ, SP, PR, SC, RS, MG
Conservação
Pouco preocupante

🔎 Identificação

Serpente de pequeno a médio porte, com anéis coloridos completos (dando a volta na barriga) em preto, vermelho e branco ou amarelo. Diferente das jararacas e cascavéis, a cabeça não é triangular, sendo arredondada e do mesmo diâmetro do pescoço, sem fosseta loreal (buraco entre o olho e a narina).

🧬 Comportamento e curiosidades

É uma serpente fossorial, o que significa que passa grande parte da vida enterrada no solo, sob folhagens, troncos em decomposição ou em buracos de formigueiros. É muito dócil, nada agressiva e tem a boca muito pequena, o que dificulta a picada. A maioria dos raros acidentes acontece quando a pessoa tenta pegar a cobra na mão.

Você sabia? O mito de que é possível diferenciar corais 'verdadeiras' de 'falsas' apenas pelo padrão das cores não funciona na prática no Brasil. Existem verdadeiras e falsas com os mesmos padrões de anéis. A regra oficial de segurança é: considere toda coral como verdadeira e mantenha distância.

⚠️ Sintomas após a picada

A picada não causa dor local intensa nem inchaço. O veneno é fortemente neurotóxico e age rápido: em poucas horas, a vítima apresenta pálpebras caídas, visão dupla, dificuldade para falar e engolir, excesso de salivação e fraqueza muscular progressiva. O maior perigo é a insuficiência respiratória aguda, que pode levar ao óbito se não houver ventilação mecânica.

Em caso de picada: procure atendimento médico imediatamente. Ligue para o CIATox: 0800 722 6001.

🩺 Tratamento

Internação imediata em UTI é frequentemente necessária devido ao risco de parada respiratória. Administração urgente de soro antielapídico, suporte de ventilação mecânica e observação contínua.